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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Tyranni
Infraordem: Furnariides
 Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988
Parvordem: Thamnophilida
Família: Thamnophilidae
 Swainson, 1824
Subfamília: Thamnophilinae
 Swainson, 1824
Espécie: M. caurensis

Nome Científico

Myrmelastes caurensis
(Hellmayr, 1906)

Nome em Inglês

Caura Antbird


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Formigueiro-do-caura

O Formigueiro-do-caura é uma ave passeriforme da família Thamnophilidae. Originalmente descrita como uma subespécie do formigueiro-cinza (Schistocichla schistacea). Antes era incluído no gênero Percnostola. É uma das espécies mais desconhecidas da família.

Há duas subespécies reconhecidas, embora seus limites geográficos não sejam bem definidos: S. c. caurensis (sul da Venezuela) e S. c. australis (extremo norte do Brasil).

Características

Pássaro de tamanho médio, medindo 18 a 19 cm. Possui pernas relativamente longas, indicando hábitos mais terrestres. Íris vermelha no macho e marrom na fêmea. A fêmea da subespécie australis possui a coroa marrom-escuro e o macho é mais cinza puro por cima (sem nenhum tom marrom).

Alimentação

Insetívoro, alimentando-se provavelmente de diversos artrópodes. Costumam forragear em casais ou pequenos grupos familiares, e não se juntam a bandos mistos. Procura por alimento de forma ativa sempre em ambiente com pedras grandes. Comumente desce ao solo e saltita entre as pedras, embora evte ficar exposto no alto de pedras lisas. Explora pequenas grutas formadas pelas pedras, onde passa a forragear com mais calma, até 5 minutos no mesmo local, certamente devido à proteção que o “teto” da gruta oferece. Joga as folhas do solo para o lado para descobrir as presas, como um Sclerurus. Pode se espremer para passar por pequenas frestas nas pedras. Aparentemente não segue formigas-correição.

Reprodução

Praticamente nada se sabe. Em Serrania de la Cerbatana (Venezuela), machos territoriais, indicando época reprodutiva, foram registrados no mês de Fevereiro. Os territórios neste local tem, aparantemente, de 150 a 200 m de diâmetro.

Hábitos

Fortemente associado a pedras grandes em serras e tepuis, de 280 a 1500 metros de altitude. Vive nos estratos baixos e no solo de matas úmidas ou semi-decíduas. Na literatura consta que precisa de pedras grandes inteiramente cobertas de musgos, samambaias, bromélias terrestres, cactus e outros tipos de vegetação, mas não foi isso o observado na Serrá do Aracá (AM), onde a espécie habitava região de terreno bem íngreme onde as pedras, embora grandes, eram praticamente lisas (obs. pess. Salles. O.).

Distribuição Geográfica

Só ocorre no extremo norte do Amazonas e sul da Venezuela, e somente nos pés de montanhas tepui, entre 280 e 1500 metros de altitude.

Referências

Galeria de Fotos